Monday, February 01, 2010

Um alentejano esteve a beber até o bar fechar. Como era o último cliente, o empregado veio avisar que o bar ia fechar e ele tinha que sair. O homem levantou-se e caiu no chão. Voltou a levantar-se, mas caiu novamente. Resolveu arrastar-se até à porta, sempre a cair, mas sempre a tentar levantar-se.
Já na rua, o mesmo, levantava-se, mas caía sempre. Até que chegou a casa.

No outro dia, diz-lhe a mulher:

--Ca ganda bubadêra que tu ontem apanhasti!

--Mas como sabes tu, mulheri?

--Ora, telefonaram do bari... é que esqueceste-te lá da cadêra de rodas...

Thursday, December 10, 2009

Mãe não tem limite

Por que Deus permite
que as mães vão-se embora?
Mãe não tem limite,
é tempo sem hora,
luz que não apaga
quando sopra o vento
e chuva desaba,
veludo escondido
na pele enrugada,
água pura, ar puro,
puro pensamento.
Morrer acontece
com o que é breve e passa
sem deixar vestígio.
Mãe, na sua graça,
é eternidade!
Por que Deus se lembra
- mistério profundo -
de tirá-la um dia?
Fosse eu Rei do Mundo,
baixava uma lei:
Mãe não morre nunca,
mãe ficará sempre
junto de seu filho
e ele, velho embora,
será pequenino
feito grão de milho.
Carlos Drummond de Andrade

Sunday, July 19, 2009

   há dias grandes que se fazem de muito pouco. hoje, por fim, consegui fazer mazagrã a tocar o sabor do da minha Avó! :) 

Thursday, June 25, 2009

Estive a dar uma volta por aqui, no blog.
Na verdade, estou em época de correcção de exames do 12º e tenho-me lembrado de tudo... já me apeteceu arrumar os roupeiros, fazer limpeza à pele, pintar cestos de pão com um spray que comprei no Modelo... sei lá...

Por que será??????????

Thursday, September 04, 2008

Tenho andado embrenhada em Florbela Espanca. Que vida! ...
...
Sinto-me como a Maria Filomena Mónica quando escreveu o livro sobre Eça: dizia ela que não pensava noutra coisa, "dormia" e "sonhava" com ele. Ainda não cheguei a tal ponto, muito mais humilde é o meu trabalho, pois então!

Agora que parto para S. Petersburgo, vou deixar-me levar pela beleza da cidade, pelas longas avenidas, pelos edifícios de raro valor do Hermitage... mas não descarto a possibilidade de "florbeliar" um pouco também. Os livros levo-os comigo!

Thursday, May 15, 2008

impressiono-me no fascínio de ti. e deixo-me estar, resguardada do mundo, cismada na forma que me provocas de te olhar. e o tempo congela-se nesse deslumbre solitário. mas eu não o quero parado... sonho-o com ritmo de correr. não gostarei que o mundo seja cego e de costas. não gostarei que pequenos sopros venham feridos demais, e nos toquem. não gostarei que a angústia se arraste e se aloje no quente de mim que construo contigo. quero-nos bem, para quando nos vir. quero-me bem, para que o meu abraço esteja aberto no dia em que pisarmos o chão de uma mesma casa. quero-te bem, para que me reconheças, sem rasgos de dúvida, no tempo de me olhares. quero-te bem.

Sunday, May 04, 2008

a um tu e Istambul para trás...

daqui de cima o tempo é de paz. pontualmente dilacerada pelos sopros de turbulência que me enviesam o que sei pensar. em pressa, ressintonizo-me na lucidez que me provocas, não te preocupes. gosto desta paz, de a ter firme no chão de nós, de ser volátil pelos labirintos de dentro: não há vazios. gosto que gostes da omnisciência desta mesma paz. gostas? calculo.
    
e gosto deste lugar nosso. mais gosto de o inventar desde que estamos. de o tornar vida sempre que nele deposito o que futuro de mim. de o enfeitar com os ícones dos sonhos que te partilho, para quando se um dia chegares. vens? de seres tu e, contigo, poder construir a certeza mais longínqua, mais bonita, mais habitada de mim.
 
conhecesse-te eu...